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Exposição “O verde dos bambus mais altos é azul”
B-Lounge, Azurém e Gualtar, entre terça-feira, 11-06-2019 e sexta-feira, 13-09-2019
Exposição de Cristóvam Dias, agora patente no espaço B-Lounge da Biblioteca Geral, no Campus de Gualtar, de 15 de julho a 13 de setembro. Iniciativa organizada com o apoio do Instituto Confúcio da Universidade do Minho e do Museu Nogueira da Silva.
Exposição “O verde dos bambus mais altos é azul”
 
Exposição patente de 11 de junho a 5 de julho, no espaço B-Lounge da Biblioteca da Universidade do Minho no Campus de Azurém, em Guimarães e de 15 de julho a 13 de setembro no espaço B-Lounge da Biblioteca Geral, no Campus de Gualtar, em Braga.

"Vim de longe para tocar o fogo". Pode revelar-se assim, como neste verso de Eugénio de Andrade, a experiência de ir a Macau. O afastamento permitirá a experiência da revelação. Mas talvez seja preferível procurar em outro poema macaense de Eugénio de Andrade o verso que melhor poderá convir a esta exposição de José Cristóvam Dias: "O verde dos bambus mais altos é azul".
As fotografias de José Cristóvam Dias sempre beneficiaram da cumplicidade com a literatura, como se um verso oferecesse mais um sentido às imagens, como se um poema intensificasse o olhar. Não por acaso quis o fotógrafo incluir um inédito do poeta de Ostinato rigor no seu primeiro livro, Tempos de um tempo (1985). Em ocasiões seguintes, outros escritores se aproximariam das fotografias de José Cristóvam Dias, como, por exemplo, Luísa Dacosta, que eloquentemente escreveria sobre as imagens de Sargaços (2005).

"O verde dos bambus mais altos é azul". O verso poderia sublinhar o meticuloso e delicado trabalho quase alquímico sobre a cor, como o que o fotógrafo realizou em 1993, ano em que pôde beneficiar de uma bolsa concedida pela Fundação Oriente para trabalhar em Macau durante dois meses. O resultado desse labor é um conjunto de imagens que guardam um deslumbramento singular, conjugando cores, gestos, memórias, objetos, sabores, usos e outros elementos que não nos são familiares; imagens de uma estranheza, todavia amável, que nos chama para dentro de um mundo que talvez também seja, de algum modo, um pouco nosso.

Eduardo Jorge Madureira Lopes

CRISTÓVAM DIAS
(1931 - 2014)

José Cristóvam Dias nasceu em Lisboa em 24 de abril de 1931. Com quatro anos fixa residência em Braga, num primeiro andar do n.º 87 da Rua dos Chãos, onde existia no mesmo piso, uma galeria de fotografia ao gosto da época.
Em 1951 experimenta as primeiras preocupações estéticas no campo da fotografia. Frequentemente o seu nome está presente em vários concursos (Salões) e exposições em Portugal e no estrangeiro, onde lhe são atribuídos alguns prémios. Em 1976, e desta vez a residir em Matosinhos, retoma a sua atividade dedicando-se à fotografia a cor.
A partir de 1984 expõe regularmente.
Em 1986 é-lhe dedicada uma bolsa pela Fundação Calouste Gulbenkian para investigação no domínio da cor, que inicia em janeiro de 1987 e lhe é renovada em 1988. Em 1993 é-lhe igualmente concedida uma Bolsa da Fundação Oriente, tendo trabalhado em Macau durante dois meses.
Publica o seu primeiro portfólio sob o título "Tempos de um Tempo" que reproduz 25 dos seus principais trabalhos em cor, Porto, 1985.
É editado o segundo portfólio intitulado "Cristóvam Dias", Porto, 1992, e um terceiro, "Mar Nosso Mar", editado pela Câmara Municipal de Matosinhos em 2001.
Está representado em várias coleções particulares e ainda no Centro de Documentação Fotográfica do Museu Nogueira da Silva / Universidade do Minho, na Délégation Générale de l'Alliance Française em Lisboa, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, no Banco Espírito Santo, na Aliança Seguradora, na Câmara Municipal de Matosinhos, na Delegação Regional do Norte da Secretaria de Estado da Cultura, na Fundação de Serralves. Em 2015, a família doa as suas peças à Câmara Municipal de Matosinhos que organiza uma exposição.




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